Eis que em um dia, no turbulento e, ao mesmo tempo, generoso ano passado, os Diretores da 2 Pontos, Gusta (Gustavo Camarano – Diretor de Criação e Resultados) e Lili (Lilian Lane – Diretora de Pessoas e Projetos) me chamaram para conversar sobre as mudanças que a agência estava passando. Maioridade pede renovação, e o novo planejamento estratégico da empresa já estava tomando graciosas formas naquele momento.

“Renata, vimos a necessidade de mudar os nomes de alguns cargos e áreas da agência”. E assim eu me tornei Gerente de Resultados da 2 Pontos Comunicação. Mentira. Não foi assim que a Mídia se tornou Resultados. O setor de Mídia não foi extinguido. “Apenas percebemos que o resultado é o mais importante do processo. Tendo em vista todo o trabalho de mídia on e off, existe a necessidade de contar com pessoas comprometidas com ‘o todo’, responsáveis por olhar lá na frente — independentemente do caminho”, foi explicado.

Eu saí daquela reunião com uma frase que me marcou muito e que me motiva todos os dias: “é muita responsa, hein!”. O caso é: eu fui entender com o tempo do que realmente uma pessoa “de resultados” precisa, bem como a definição de resultados que fazia mais sentido para mim. E mais: o que isso tudo tem a ver com estratégias online e offline, de modo que as coisas fossem correlacionadas.

Precisei refletir durante dias e meses para escrever sobre o assunto. Foram dezenas de insights no banho, pilotando a moto e antes de dormir. E aqui estão.

Qual é a minha definição de “RESULTADO”

“Resultado”, para mim, é a consequência da ação de alguém ou de algo, sendo, essa, fruto de uma inquietação aliada ao foco no objetivo ou de uma estagnação aliada ao “deixa acontecer naturalmente”. Aposto que não era, essa, a definição que você esperava vinda de uma “Gerente de Resultados”.

“Você até me desculpe” [piada interna — entendedores entenderão] decepcioná-lo, mas é assim que eu penso.

O que é ser uma “pessoa de RESULTADOS”

Uma “pessoa de resultados” é inquieta, focada no objetivo e ACOMPANHA (guarde essa palavra!), acompanha (de novo) o processo até o final. Entenda como “final” onde ela queria chegar ou até aonde ela poderia ir com os recursos disponíveis naquele espaço de tempo.

Ser uma “pessoa de resultados” é estar em constante busca de obter a melhor consequência com os recursos e tempo disponíveis. Já esteve num sítio com uma turma em que uma pessoa se destaca por fazer o churrasco, deixar a cerveja gelada e providenciar a divisão mais justa dos custos da galera? Essa pessoa é de resultados.

Sabe aquela pessoa que fala que vai fazer um curso e, em pouco tempo, está anexando o certificado no LinkedIn? Ela também é de resultados. Aquele “brother” do Ensino Médio que conseguiu juntar a maioria das pessoas da turma em um churrasco depois de anos de insucesso e desânimo? Ele é de resultados.

Veja bem, você não precisa ser a pessoa “perfeita, sem defeitos, Deusa, Musa da Organização e dos Processos”, não. De nada adianta ter mil processos, ferramentas e formas de se organizar se as coisas NÃO SAEM DO PAPEL e se você se perde no meio do caminho — se você também comprou um lindo “planner” no início do ano, observe o que realmente foi concluído até aqui.

Além disso, NINGUÉM é perfeito. Todos nós erramos, nos esquecemos, nos embolamos, somos seres humanos e estamos em um processo de evolução aqui na Terra — assim eu penso.

Os segredos de uma “pessoa de resultados” residem nessas habilidades

  • Gana por fazer as coisas acontecerem;
  • Acompanhar cada atividade de perto, do início ao FIM: isso é ter foco no objetivo.Se você não acompanha, você se perde nas demandas, e as coisas não saem do papel;
  • Descomplicar as coisas: dar uma solução para cada problema que as pessoas oferecerem — o ser humano ama fazer isso, porque é, em geral, acomodado — e é resistente a mudanças —, e a sacada é deixá-lo sem graça a ponto dele ver que dá para fazer. Lance um “eu mesma(o) faço, se preciso”, “te ajudo nisso”, “vai dar tudo certo” ou “arrumamos alguém que possa fazer” sempre que achar pertinente (cuidado para não ser ofensivo ou prepotente — todo mundo precisa de todo mundo);
  • Persistência + empatia: sempre vão aparecer empecilhos e pessoas diferentes de você para lidar. Sem julgamentos, você precisará conduzir isso da forma mais humana e justa possível. Todos erramos, cada um tem seu ritmo e ninguém é igual a ninguém — cada ser humano colabora de alguma maneira no mundo e tem inúmeras qualidades, então, sem subestimar os coleguinhas, táokey?;
  • Paciência: tem hora que dá vontade de largar tudo e não fazer mais nada para você mesmo e para os outros. Cansa, ser a pessoa que impulsiona. Mas, escute a voz do seu coração e lembre-se: você não está apenas existindo, você está vivendo e aproveitando a vida ao máximo que pode. Sua experiência está valendo a pena, e uma hora você mesmo ou alguém vai reconhecer isso.

Ah, outra coisa. Não necessariamente você precisa ser um — longe de mim querer isso para você — chato. Mas uma “pessoa de resultados” costuma ser tachada como “chata”. Isso mesmo, aquela que cobra prazos e afazeres até o trabalho ser concluído. Faz parte.

Como NÃO ser uma “pessoa de RESULTADOS”

Primeiro passo: coloque empecilho para tudo, ou seja, para toda solução, invente um problema ou impeditivo.

Segundo passo: demore dias, meses ou anos para fazer algo que poderia ter sido feito (com qualidade) em pouco tempo. Postergue mais. Deixe para amanhã.

Terceiro passo: coloque na sua cabeça: “não tenho tempo” ou “isso não é prioridade, então, posso deixar de lado”.

Quarto passo: não finalize o que começou. Não tenha meios de acompanhar o seu trabalho. Deixe fluir. Uma hora vai.

Quinto passo (e o mais importante): não se incomode com as coisas paradas. Tá tudo certo viver na mesmice e obtendo os mesmos resultados fazendo as mesmas coisas. O lema é: se auto sabote.

Como saber se estou tendo resultados na minha vida e no trabalho?

É muito simples. Se você está insatisfeito com a mesma coisa há muito tempo, é porque está tentando obter resultados diferentes fazendo tudo igual. Você recebe um salário ok para quem está no início de carreira, não tem despesas em casa, tem o sonho de ter um carro, mas há 3 anos não sabe nem por onde começar? Reveja seus gastos e os seus “não-resultados”.

Você é dono de uma agência de publicidade e ainda não alimenta suas redes sociais como gostaria? Veja bem, você não está tendo resultados. Contratou uma agência para cuidar da sua comunicação e só vê “mais do mesmo”? Amigo, questione. Defina objetivos. Acompanhe (ou tenha alguém para acompanhar) e observe seus resultados.

A ausência de resultados é a presença de desperdício de energia, tempo ou dinheiro, acredite.

O que DIACHOS as estratégias online e offline têm a ver com resultados?

Fiquei pensando nisso: “como explicar que a Área de Mídia agora se chama ‘Área de Resultados?'”. Foi fácil. Muito diferente de estratégias obsoletas como envio de “mala direta” e ações em massa como cold call, o marketing online bem feito baseia-se em coletar informações dos seus prospects, entender seu estágio de compra e oferecer a eles todas as informações do seu interesse. É comunicar-se da maneira certa, na hora certa e com grande potencial analítico.

“Ah, mas então você acredita que a mídia offline morreu?”. Claro que não. Aqui na agência sempre defendemos a integração das duas mídias, uma vez que a mídia offline é imprescindível para o reforço de marca, potencializar o engajamento e a experiência com a marca em uma campanha, bem como envolver o público em uma estratégia de branded content planejada e de longo prazo.

Estruturar uma campanha online aliada a estratégias offline e compreender seus resultados é a melhor forma de mostrar para o cliente qual caminho deve ser seguido e propor melhorias e correções ao longo da jornada.

Quem me conhece sabe que sou, como uma boa mineira, bem desconfiada dessas fórmulas mágicas do marketing digital ou dos empreendedores de palco, mais conhecidos pelos “velhos de guerra” como “gurus do marketing”. Na verdade, eu desconfio de tudo. Só acredito mesmo vivenciado, experimentando ou vendo.

E o marketing tem menos a ver com o “vamos fazer porque todo mundo está fazendo e dizem que ganha dinheiro” do que se pode imaginar.

Personalizar a estratégia e definir objetivos para alcançar resultados

Por isso, a personalização da estratégia é a forma mais honesta de se praticar o marketing. Personalizar a comunicação e o planejamento online é o mínimo a se fazer. Cuidado com as métricas/estratégias-padrão.

Curtidas no Facebook/Instagram não definem o sucesso do seu negócio. Seu público pode não estar no Instagram. Uma taxa de conversão de 20% para uma landing page pode ser ótima referência, mas não exatamente para o seu segmento.

As taxas de abertura do seu e-mail dizem muito sobre o assunto dele — se é chamativo ou não. Se seu site é um e-commerce, nem sempre a alta taxa de rejeição que o Analytics te mostra deve ser vista como algo negativo, se considerarmos que o usuário decidiu a compra rapidamente.

Os dados pulsam no Facebook, no Google, no Instagram, nas Landing Pages e na web inteira. Eles estão lá para serem usados. Por isso, hoje, você consegue, com muito mais facilidade, calcular o retorno do seu investimento (comumente conhecido como ROI).

Atualmente, você consegue entender quantas visitas seu site gerou, quantos leads convertidos, o custo desses leads, o custo por aquisição destes leads e muito mais. Lembrando que essas métricas somente são interessantes se você tiver um objetivo e um planejamento de campanha bem definidos por trás.

Algumas empresas estão presentes nas redes sociais para relacionamento com o público e aumentar o engajamento. Outras, buscam vendas, enquanto, outras, buscam autoridade no assunto. O caminho é testar. A nossa área de Resultados testa diariamente públicos, formatos de anúncios, verbas e mais. Vamos acompanhando as campanhas de perto, redistribuindo a verba, negativando palavras-chave etc.

Outro dia mesmo apostamos nos stories para uma campanha do setor de estética e vimos que não performou legal como no caso de outros clientes. Passou longe. Até chegamos a ter esperanças e dar uma chance para eles, mas a performance foi baixa mesmo, então, realocamos a verba para onde a entrega estava melhor.

Então, te pergunto: QUAL É O SEU OBJETIVO? Por que “para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve” — aprendi assistindo “Alice no País das Maravilhas”.

Viu por que resultados e estratégia on&off têm TUDO a ver?

O mundo é dos inquietos

“Adaptar-se é preciso”: este texto da Luana (Luana Caldeira – Diretora de Inspiração) fala sobre isso. Os inquietos geram mudanças, impulsionam pessoas e lugares, deixam marcas por onde passam. Os inquietos costumam não ter medo, conquistam, erram, aprendem com os erros, dão a cara à tapa, inspiram.

Os inquietos não ficam para trás. Testam, caem, levantam e, se preciso, caem mil vezes. Os inquietos perguntam, questionam, querem saber se estão dando o seu melhor com o que podem. Os inquietos são como fênix, estão dispostos a renascer das próprias cinzas.

Nem sempre seremos inquietos, muito menos em todas as esferas das nossas vidas. Desde o meu último artigo aqui, te juro, fui à academia em vezes que dá para contar nos dedos. Mas também não crio expectativas sobre isso e nem digo para mim mesma que “estou fazendo o básico, a academia que é ruim”. E isso AINDA não me incomodou (nem acho que vai, mas a gente segue o jogo).

Se no seu trabalho poucas coisas incomodam quando estão paradas, por exemplo, é porque você ainda não acessou seu potencial máximo e há algo errado.

No geral, pense: o que é importante para você que pede a sua inquietação? Do que você reclama com frequência na sua vida? Quais resultados conquistou até o momento? A vida é um sopro, meu amigo.

Renata Ferreira Lima Crepaldi

Renata Ferreira Lima Crepaldi

Gerente de Resultados na 2 Pontos Comunicação

Gestora de Comunicação e Marketing com ampla experiência em marketing (live marketing, marketingde conteúdo/digital), comunicação empresarial e relacionamento comercial (PDV e relacionamentocom stakeholders).